Professor Julio Passos

Professor aplicando inteligência artificial em sala de aula de Geografia

Como Usei a Inteligência Artificial em Sala de Aula para Ensinar Geografia: Um Guia Prático com Base em uma Experiência Real

Descubra como usar a Inteligência Artificial de forma simples e estratégica para engajar seus alunos.

Introdução: A sala de aula e a revolução da IA

Se você é professor(a), provavelmente já ouviu falar de Inteligência Artificial no contexto da educação. Mas como ela pode realmente transformar uma aula? Será que é viável usar ferramentas como o Gemini do Google com alunos do 7º ano?

Neste artigo, vou relatar uma experiência real que vivi com minhas turmas, ensinando sobre a Geografia do Nordeste. Mais do que contar essa vivência, oferecerei um guia passo a passo para você replicar essa abordagem, mesmo que nunca tenha usado IA antes em sala.

Aula 1: Explorando o Nordeste com Storytelling e IA

Etapa 1: Criando uma atmosfera envolvente com storytelling

Iniciei a aula com uma provocação simples, mas poderosa:
“O que você imagina quando pensa no Nordeste?”

As respostas variaram entre praias paradisíacas, sertão árido e festas populares. Aproveitei esse gancho para mostrar que o Nordeste é muito mais que sol e praia — ele é um território de contrastes naturais, diversidade cultural e riquezas econômicas.

Apresentei, então, três grandes regiões: Sertão, Agreste e Litoral, destacando clima, vegetação e atividades econômicas.

Etapa 2: Apresentando o Gemini, a IA do Google

Com os conceitos já contextualizados, entrei com o grande diferencial da aula: o uso do Gemini (IA generativa do Google). Os alunos ficaram instantaneamente curiosos.

Expliquei que iríamos criar um livro de histórias digital com ajuda da IA, onde os protagonistas seriam adolescentes viajando pelo Nordeste. O objetivo era que cada grupo desenvolvesse uma história que envolvesse cultura, geografia e economia regional.

Etapa 3: Colocando a mão na massa

Passo a passo da atividade com IA:

  1. Divisão em grupos de até 6 alunos.

  2. Discussão sobre o roteiro da história: o que o personagem vai descobrir? Onde ele vai passar?

  3. Criação de um prompt para o Gemini:

    “Crie um livro ilustrado em 10 páginas sobre um adolescente que viaja pelo Nordeste e conhece suas paisagens, cultura e economia.”

  4. Interação com o Gemini: os alunos digitavam o prompt, ajustavam e viam o resultado ao vivo.

  5. Apresentação final dos storybooks criados, com reflexões sobre o que aprenderam.

Resultados:

O engajamento foi impressionante. Os alunos estavam motivados, colaborativos e orgulhosos de ver suas ideias virando histórias ilustradas em segundos. Além disso, fixaram os conceitos geográficos com profundidade.

Aula 2: Geografia com IA e construção colaborativa

Etapa 1: Atividade prática com mapas e IA

Na aula seguinte, propus uma abordagem diferente: “Pensando com as mãos”.

  • Os alunos criaram, em grupo, um mapa esquemático do Nordeste em cartolina.

  • Produziram cartões com elementos como mangues, usinas, sertão e festas populares, posicionando-os no mapa.

  • Fotografamos os mapas e os enviei ao Gemini, pedindo uma análise do conteúdo e sugestões criativas.

Na aula seguinte, devolvi aos alunos resumos gerados pela IA com base nas produções deles. Eles se encantaram com a ideia de que uma máquina foi capaz de “entender” seus mapas e devolver conteúdo personalizado.

Por que essa experiência funcionou?

  • Integração significativa entre conteúdo e tecnologia

  • Protagonismo dos alunos, que construíram o próprio aprendizado

  • Uso criativo da IA como ferramenta de apoio, não substituição

  • Valorização da produção coletiva e da identidade regional

Guia prático para aplicar essa metodologia

Antes da aula

  • Planeje um conteúdo que se beneficie de narrativa (ex.: biomas, regiões, ciclos econômicos).

  • Explore previamente o Gemini (gemini.google.com).

  • Prepare perguntas instigantes e prompts base.

Durante a aula

  • Introduza o tema com exemplos visuais e perguntas abertas.

  • Divida os alunos em grupos e proponha a construção de uma história.

  • Apresente o Gemini e incentive a escrita colaborativa dos prompts.

  • Deixe os alunos experimentarem, ajustarem e melhorarem as histórias.

  • Finalize com socialização e reflexão.

Após a aula

  • Use a IA para gerar materiais complementares com base nas produções dos alunos.

  • Compartilhe os resultados com os pais ou comunidade escolar.

  • Avalie não só o conteúdo, mas também o processo de colaboração e criatividade.

Conclusão: IA como aliada do professor, não substituta

Essa experiência foi mais do que ensinar sobre o Nordeste — foi despertar o interesse, o pertencimento e a criatividade dos alunos usando tecnologia de ponta.

A Inteligência Artificial, quando usada com intencionalidade, não substitui o professor, mas amplia possibilidades. Ela nos ajuda a personalizar, engajar e inovar, sem abrir mão da nossa mediação pedagógica.

Recursos extras

Neste vídeo, mostro como usar o Estudo Guiado do Gemini, uma nova função da IA do Google que está revolucionando o ensino e a aprendizagem:

Prof. Julio César Passos

Mentor de Professores na Era Digital
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