Descubra como o GPT-5, agentes autônomos e novos modelos de raciocínio matemático estão transformando a sala de aula, o planejamento pedagógico e a personalização do ensino.
O ano de 2025 foi marcado como “o ano que mudou tudo” no cenário tecnológico global, trazendo impactos profundos para diversos setores, incluindo o ensino. Nesse contexto, a Inteligência Artificial na educação deixou de ser apenas uma ferramenta auxiliar para se tornar um pilar central na reestruturação da sala de aula e na metodologia de ensino. Com o lançamento de modelos de fronteira capazes de raciocínio complexo, professores e gestores educacionais ganharam aliados poderosos.
Essas inovações não se limitam a correções automáticas ou gerações de texto simples. Pelo contrário, estamos vivenciando a chegada de sistemas que compreendem matemática avançada, planejam sequências didáticas e interagem via vídeo em tempo real. Assim, a Inteligência Artificial na educação passa a atuar como uma extensão cognitiva tanto para o docente quanto para o aluno. e na lógica de programação de forma analógica.
No entanto, essa transformação exige que os profissionais da área se atualizem rapidamente. Com o avanço de regulamentações como o AI Act europeu e o Plano Brasileiro de IA (PBIA), a ética e a soberania dos dados tornaram-se tópicos indispensáveis no currículo escolar.
Uma das maiores barreiras das IAs anteriores era a dificuldade com lógica exata e cálculos complexos. Porém, em 2025, o cenário mudou drasticamente com a chegada da série GPT-5 da OpenAI. O modelo GPT-5.2, por exemplo, estabeleceu um novo estado da arte em raciocínio complexo e matemática avançada.
Dessa forma, alunos agora podem contar com tutores virtuais que não apenas entregam a resposta, mas explicam o processo lógico passo a passo com precisão. Isso permite uma personalização do reforço escolar que antes era inviável em larga escala. Além disso, a capacidade de raciocínio profundo desses modelos facilita a criação de problemas adaptados ao nível de dificuldade de cada estudante.
Outro destaque é a evolução dos modelos open-weight (de pesos abertos), como o Llama 4 da Meta. Esses modelos democratizam o acesso a ferramentas de alto desempenho, permitindo que escolas e universidades implementem soluções locais de Inteligência Artificial na educação sem depender exclusivamente de APIs pagas e caras.
Diferente dos chatbots passivos que aguardavam um comando, a nova tendência tecnológica é a “Era dos Agentes”. Esses sistemas possuem memória persistente e capacidade de planejamento, o que significa que podem acompanhar a trajetória de aprendizado de um aluno ao longo de todo o ano letivo.
Na prática, isso revoluciona a gestão escolar e o acompanhamento pedagógico das seguintes formas:
Portanto, o professor ganha um “co-piloto” que gerencia a parte burocrática e analítica, liberando tempo para a mentoria humana e o acolhimento socioemocional dos estudantes.
O ensino de tecnologia e pensamento computacional também recebeu um impulso gigantesco. Ferramentas como o GPT-5.2 Codex e o Replit Agent 3 agora atuam como engenheiros de software autônomos. Eles não apenas completam código, mas planejam e implantam aplicações completas, permitindo que alunos criem projetos complexos focando na lógica e na criatividade, em vez de travarem na sintaxe.
A barreira entre texto, áudio e vídeo foi dissolvida. Com modelos nativamente multimodais, como o Gemini 3.0 e o GPT-5, a interação flui naturalmente entre diferentes mídias. Para o professor, isso significa a possibilidade de criar materiais didáticos ricos em segundos.
Imagine, por exemplo, utilizar o Sora 2 para gerar vídeos com fidelidade física aprimorada que ilustram conceitos de gravidade ou história, com até 2 minutos de geração contínua. Ou então, utilizar ferramentas como o Veo 2 integrado ao Google Workspace para criar apresentações visuais impactantes diretamente nos slides de aula.
Além disso, a acessibilidade é ampliada com modelos de áudio avançados. O Qwen-Audio oferece síntese de voz natural (TTS) de ponta, permitindo que livros e apostilas sejam convertidos em áudio com entonação humana para alunos com deficiência visual.
O Brasil não está alheio a essas mudanças. O país tem se posicionado como um polo de adoção em massa, com projeção de mais de R$ 13 bilhões em investimentos em infraestrutura de computação até o final de 2025.
O relatório aponta que 59% das empresas brasileiras já utilizam IA focada em treinamento corporativo, sinalizando uma forte demanda por educação continuada mediada por tecnologia.
Consequentemente, a Inteligência Artificial na educação brasileira é impulsionada pelo Plano Brasileiro de IA (PBIA), que foca em soberania tecnológica e diretrizes éticas. Hubs de inovação em locais como Florianópolis e Recife estão liderando o desenvolvimento de soluções que conectam startups e governo, criando um ecossistema fértil para edtechs.
Por fim, é essencial que educadores abracem essas ferramentas não como substitutos, mas como alavancas de produtividade e criatividade. A tecnologia evoluiu de simples chats para agentes de ação e raciocínio, e a sala de aula de 2025 já reflete essa nova realidade.
À medida que avançamos para o próximo ciclo tecnológico, a Inteligência Artificial na educação se prepara para resolver um dos maiores desafios enfrentados pelos professores atualmente: a fragmentação de ferramentas. O Radar de Inovação para 2026 aponta para o surgimento e a consolidação das chamadas “Plataformas All-in-One”.
Dessa forma, a tendência é que o uso de dezenas de aplicativos isolados — um para criar slides, outro para planilhas e um terceiro para gerar textos — se torne obsoleto. Em 2026, espera-se que workspaces unificados integrem agentes autônomos, apresentações, planilhas e automação em um único ambiente digital.
Consequentemente, essa mudança permitirá que o docente foque inteiramente na estratégia pedagógica, deixando que a plataforma gerencie a interoperabilidade entre os formatos de conteúdo. Além disso, a previsão inclui o fortalecimento da “Edge AI” (IA no dispositivo), trazendo processamento local para garantir privacidade e funcionamento mesmo sem internet de alta velocidade, um avanço crucial para a infraestrutura escolar.
Para ter acesso integral ao documento base deste artigo, o relatório “IA 2025 Revelada”, e conferir outros materiais exclusivos sobre o impacto da tecnologia na educação, recomenda-se a visita ao portal oficial.
Dessa forma, é possível realizar o download do conteúdo completo e acompanhar novas análises diretamente através do site https://iasc.ia.br/, garantindo o contacto com as fontes primárias e as principais tendências do setor.
1. O que são “Agentes Autônomos”?
Diferente de um chat simples (como o ChatGPT antigo), os agentes autônomos conseguem planejar, ter memória do que foi conversado dias atrás e executar tarefas complexas sozinhos, como pesquisar na web e usar outras ferramentas de software.
2. O que é Multimodalidade Nativa?
É a capacidade de uma IA entender e gerar diferentes tipos de mídia (texto, áudio, vídeo, imagem) ao mesmo tempo. Por exemplo, o modelo Gemini 3.0 pode “assistir” a um vídeo longo e responder perguntas sobre ele, pois foi treinado para entender vídeo nativamente, não apenas texto.
3. O que são Modelos de Raciocínio (Thinking Models)?
São modelos, como o GPT-5.2, projetados para “pensar” antes de responder. Eles funcionam muito bem para resolver problemas de matemática, lógica e programação, áreas onde IAs antigas costumavam errar com frequência.
4. O que é Janela de Contexto?
É a quantidade de informação que a IA consegue “ler” e manter na memória de uma só vez. Janelas “massivas” ou “infinitas” permitem que você envie livros inteiros ou vídeos longos para a IA analisar de uma única vez.
5. O que é o PBIA?
É o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Um roteiro estratégico do governo (2024-2028) para garantir que o Brasil desenvolva tecnologia própria, tenha soberania nos seus dados e use a IA de forma ética e responsável.
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Prof. Julio César Passos
Mentor de Professores na Era Digital
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Respostas de 5
Amei. Excelente conteúdo para quem precisa se atualizar. Parabéns
Professora Cibele, você captou exatamente a essência dessa proposta! 💡
Muitas vezes, a ideia de ensinar tecnologia assusta pela necessidade de equipamentos caros, mas a Computação Desplugada prova que o recurso mais valioso em sala de aula é a criatividade. Ao utilizarmos materiais simples e o próprio corpo dos alunos, removemos o medo do ‘computador quebrado’ ou da ‘falta de sinal de Wi-Fi’ e focamos no que realmente importa: o desenvolvimento das habilidades cognitivas.
Essa abordagem é um pilar da educação sustentável e democrática. Fico muito feliz que tenha se sentido inspirada a aplicar essas estratégias. Quando o professor percebe que pode trabalhar a BNCC da Computação de forma leve e prática, a sala de aula se transforma em um verdadeiro laboratório de inovação, independente do orçamento da escola.
Depois que aplicar as atividades, venha aqui nos contar como foi a reação dos alunos? Tenho certeza de que será um sucesso!
Que 2026 seja repleto de inovação e inteligência artificial para nós ajudar no dia a dia. Obrigada
Obrigado. Feliz 2026 para nós todos!
Professora Cristina, que alegria saber que o artigo abriu novas perspectivas para você!
Muitas vezes, a palavra ‘computação’ nos remete imediatamente a telas e cabos, mas o grande segredo é que a lógica por trás de tudo isso nasce do pensamento humano. A abordagem desplugada que você elogiou é, na verdade, uma das formas mais poderosas de promover o Letramento Digital nas séries iniciais.
Trabalhar a BNCC da Computação de forma criativa permite que os alunos entendam que eles podem ser criadores de soluções, e não apenas consumidores de tecnologia. Além disso, essa flexibilidade de poder aplicar as dinâmicas em qualquer pátio ou sala de aula é o que realmente torna a Educação 4.0 acessível para todas as realidades brasileiras.
Muito obrigada pelo seu carinho e por acreditar que a inovação acontece através de professores criativos como você! Se tiver alguma dúvida sobre como adaptar alguma atividade específica, estou à disposição!